Tiago Brasil, Advogado

Tiago Brasil

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Estefania Drechsler, Administradora e Técnico Contábil
Estefania Drechsler
Comentário · há 10 anos
Ninguém quer o direito de matar uma criança, o próprio ministro fala:

- destacou que a interrupção da gravidez não é desejável nem deve ser uma prática corriqueira, o que pode ser evitado com educação sexual e acesso a métodos contraceptivos.

O que está se discutindo é a criminalização do aborto, os países que Descriminalizaram, apenas compreendem que essa não é a solução, visto que o aborto acontece da mesma forma, e muitas vezes até mesmo sobre pressão do companheiro, pois ninguém está lá para conversar com essas mulheres, dar apoio a elas, dar opções a mesma...
Muitas mulheres não cometeriam o aborto se pudessem por exemplo deixar seu filho no hospital para a adoção, sem ser julgadas, sem sofrer preconceito da sociedade...

Se as pessoas não pensassem na mulher como uma parideira, que no momento que começa sua vida sexual está destinada a ter filhos o mundo seria melhor, é como dizer ótimo não quer ter filhos, mantenha-se no celibato, já que nenhum método contraceptivo é 100% seguro.

Porque então uma mulher ou homem não podem decidir não ter filhos simplesmente, no Brasil existe uma ''cota'' de crianças a ser paridas, antes de poder fazer vasectomia ou laqueadura, porque esta pessoa não pode optar por não ter filhos simplesmente.

Agora quando vemos ''pais'' que agridem os filhos, que tratam os mesmos pior que bicho, crianças que passam fome, vivem na miséria, ninguém quer ir lá e cuidar dessa vida, os traumas sofridos por essas crianças com certeza são inúmeros, e não se compara com o simples ato de se interromper uma expectativa de vida, e digo expectativa porque ninguém sabe se essa gravidez irá realmente ''vingar'', e como não existe função cerebral não há o que se discutir vida, memória, dor ou qualquer outro argumento utilizado.

Se as pessoas são contra o aborto tivessem uma abordagem mais útil que a imposição de sua religião, ou argumentos infundados sem comprovação científica, se essas pessoas se dedicassem a cuidar das vidas que elas tanto prezam, quem sabe a abordagem seria mais útil e mais condizente com o discurso lançado, afinal é fácil falar, difícil é fazer algo de útil para ajudar essa futura mãe que se vê em uma situação complicada.

É contra o aborto ótimo, vai lá e ajuda a mulher que está pensando em abortar, faça uma caridade, auxilie ela a conseguir um emprego, uma creche, uma sociedade mais justa, onde não lhe apontem o dedo por ser mãe solteira, ou por ter deixado seu filho para a adoção.
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